Você sonhando alto com os pés no chão.
Você sonhando alto com os pés no chão.
As vendas de carros novos entraram em 2010 tão aquecidas quanto no fim do ano passado. E quem não quiser comprar o carro novo por meio de um financiamento, pode optar pelos consórcios, que no ano passado registraram, em todo o País, um aumento de 15,8% em relação a 2008.
Um carro novo de passeio médio, por exemplo, se comprado num consórcio de cinco anos, vai custar R$ 40.300,00. Financiado, o veículo vai sair por R$ 50.940. Uma diferença de mais de R$ 10.600,00.
O corretor Leonides Caracciolo é um fã dos consórcios. Ele já comprou quatro carros assim. E acaba de entrar em mais um consórcio. Leonides só vê vantagens nesta modalidade de compra. “Eu acho a grande vantagem não pagar juros e quando você compra parcelado fica pagando juros, então você vai pagar mais do que deveria.”
Um escritório de uma empresa de consórcios conseguiu um crescimento de mais de 50% na venda de carros entre 2008 e 2009. Lá, todos apostam que a tendência de alta vai continuar em 2010. “Nós temos aí o Brasil num crescimento fantástico na sua economia, o poder de renda do brasileiro aumentando cada vez mais e uma consciência de que o consórcio faz parte de uma programação de compra, faz parte de uma poupança”, explica o diretor de empresa de consórcio Joacir Messias.
Para os economistas, se a pessoa não tem urgência para comprar o carro, o consórcio é, sim, um bom negócio. “Se a pessoa quer logo um automóvel é melhor ir para o financiamento, mas há um custo nisso que é o custo dos juros. Ele pode pagar num prazo equivalente ao do consórcio, mas tiraria o carro logo e evidentemente, tendo o carro, teria um encargo financeiro que são os juros que incidem sobre o financiamento. Se ele não tem pressa, se ele tem um segundo carro e pode esperar um terceiro, então é melhor entrar no consórcio, afirma o economista Jorge Jatobá.
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